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terça-feira, 14 de agosto de 2012
Pensar e pensar...
Do professor Giovanni Reale sobre o significado da filosofia na era helenística:
"Portanto, o homem, para ser feliz, não tem necessidade nem de um Deus, que do alto o ajude, nem de uma alma imortal e de uma vida no além, nem de uma sociedade politicamente organizada que o tutele, nem das coisas exteriores (como posses e riquezas), que lhe deem segurança e, no limite, nem mesmo de dotes físicos especiais. O homem tem necessidade unicamente da sua razão , do lógos que raciocine retamente, do lógos que lhe mostre que a via para a paz do espírito, que é a verdadeira felicidade, está, justamente, na renúncia, operada na medida do possível, a todas as coisas que não dependem de nós, está em voltar-nos para nós mesmos e para as coisas que dependem de nós, na inexpugnável fortaleza do nosso lógos.
O homem ideal dessas escolas é o homem que sabe pôr-se acima de todas as coisas: é o homem que se convenceu profundamente de que o verdadeiro bem e o verdadeiro mal não derivam das coisas, mas unicamente da opinião que se faz delas. Os Deuses, os outros homens, todas as coisas e, por fim, o destino, na realidade, tocam-nos somente se e na medida em que a opinião que deles fazemos torna isso possível. A justa avaliação das coisas torna-nos invulneráveis."
Meu Deus, e agora eu preciso de um Deus, sim, pra desabafar, se essas doutas palavras fossem ouvidas e seguidas pelo mundaréu a fora...
Quando é que vamos avaliar com justeza o próprio destino e praticar o desapego na materialidade que campeia desenfreada no dia a dia?
Sei não, acho que nem a volta de Jesus operaria esse milagre.
A coisa está feia aqui em baixo.
Salve-se quem puder e menos opinião tiver!
Abraço!
Valeu!
Rony Lins
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