Não dá pra não falar ou comentar, ainda que de leve, sobre a atuação do lutador brasileiro Anderson Silva, no último UFC 134, realizado na Arena da Barra dda Tijuca, no Rio de Janeiro (RJ). É impressionante o diferencial do Anderson em relação à maioria esmagadora dos demais contendores. e não se fala aqui do número expressivo de vitórias do campeão, o que o deixaria, supostamente, num altar inatingível pelos demais lutadores.
Não é isso.
É a postura pessoal do homem lá dentro do Octógono na hora do pegar pra capar. A frieza, a tranquilidade de quem sabe o que faz e a hora cerrta em que deve fazer,o domínio mental da situação a impedir que o seu desmepenho descambe pra porrada sem muita técnica. O olhar direto sobre o adversário, a guarda baixa sugerindo uma superioridade que enerva e desarma qualquer um, a velocidade que ganha ritmo no momento adequado, o banho maria do primeiro assalto a sugerir uma falsa impressão ao oponente que o bicho não é tão papão assim. E o bicho, como se vê do segundo assalto em diante, é papão à beça. O cara é matemático, cientista, esforço cronometrado e calculado, uma máquina de lutar sem bater à esmo, sem pancadas atiradas ao vento num esforço perdido, o suor calculado por decilitro, não pode se cansar à toa, sem necessidade, os golpes entram como uma chave certa na fechadura correta da porta certinha do dono da casa.
Parabéns Anderson Silva, a competência humana deve ser semple aplaudida, porque o homem que se supera serve de exemplo aos demais, e torna-se um conduto de melhora para toda a sociedade.
E por falar em toda a sociedade, o que tinha de mulher bonita presente na Arena para assistir à porrada de sábado a noite não está no gibi. A mulherada compareceu em massa e tal fato deixa no ar a pergunta: será que elas vão pelo combate mesmo, aquela troca de golpes que elas dizem, geralmente , que é um horror , uma violência sem sentido e coisa e tal, ou vão conferir os belos corpos definidos que se exibem no tablado?
Só uma pesquisa feita in loco e em tempo real pra conseguir uma resposta sincera.
E por um último, um reparo, a bem da verdade. Tudo bem que o crescimento do UFC, do MMA, é reconhecível no mundo inteiro, o show é um espetáculo, luzes, música guerreira, bonés tirados da cabeça dos lutadores, mulheres gostosíssimas jogando os telefones pro alto, uma parafernália dos diabos, e todo mundo dizendo que o esporte chegou pra ficar e que logo logo desbanca o futebol e que o boxe já era.
Pera aí... O boxe ainda é o boxe, com todo o respeito. Uma boa luta por título mundial tem zilhões de expectadores pelo mundo inteiro. E a nobre arte tem um charme no ar, regras mais saudáveis, a nobreza de não permitir, por exemplo, que um lutador, no chão, seja golpeado de todo o lado, quando já não reúne condições de se defender. No boxe, quem bate em lutdor caído perde ponto na hora. Eis aí a nobre arte, com suas regras de antanho, mas que até hoje são respeitadas.
E cá pra nós, parece que o Anderson Silva levou sete milhões de bolsa na luta contra o japonês, no último sábado. O filipino Many Pacquiao vai receber trinta milhões de dólares na sua próxima defesa de título.
Nâo é nada, não é nada, é uma graninha que representa um diferença real nos valores em jogo.
Cada um com a sua preferência, o respeito é sempre necessário. Num sábado à noite , com os dois estilos em jogo na mesma hora, na mesma cidade, eu vou assistir , sem dúvida alguma, aquele combate que abre contagem e para tudo quando o lutador encosta o joelho no ringue e fica livre de receber uma joelhada no rosto sem saber de onde.
Abraço
Rony Lins