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segunda-feira, 15 de julho de 2013

O caso Anderson Silva



O mundo ficou boquiaberto. A madrugada de 6 de julho de 2013 entrou para a história do esporte, seja ele, natação, futebol, artes marciais, boxe, handebol ou qualquer outro. Um campeão em cena defendendo o seu título  justifica a televisão ligada, mesmo nas altas horas, onde o silêncio da madrugada impede até mesmo os gritos de espanto e revolta.

Anderson Silva desabou.

E agora pululam  por todos os cantos as mais diversas explicações para o desastre não anunciado da decantada madrugada de 6 de julho de 2013. Entregou a luta, fez muito sexo antes do combate, comeu uma feijoada e foi lutar, estava morrendo de sono e não se movimentou à contento, as teses surgem de todas as bocas e de especialistas que vão do próprio UFC à medicina veterinária.

O próprio Anderson diz que lutou como sempre, empregou a mesma tática vitoriosa de antanho, só que  dessa vez ela não deu certo, e deu no que deu. O soco direto que entrou sem pedir licença, segundo o próprio Anderson, faz parte do jogo, e um dia se ganha, no outro se perde, a própria vida é assim mesmo.

Conversa fiada. Anderson não lutou, e desde o início, até mesmo quando recusou o cumprimento solicitado pelo juiz no centro do ringue, numa atitude decepcionante, desprezou e ridicularizou o adversário, sem qualquer explicação para o exagero que encenava no ringue.

Engraçado demais, brincadeira demais para um combate que valia um título mundial. Gestos seguidos de pouco respeito pelo opositor, gozações o tempo todo, cansativa a postura de comediante que finge brincar de lutar dentro do octógono.

É claro que o soco de Weidman poderia entrar de qualquer jeito, mesmo que Anderson estivesse levando a luta a sério, e o efeito seria o mesmo, pegando no centro da cachola, como pegou.

O que não se justificou, e não se justifica, em qualquer combate desse porte, é a gesticulação excessiva, a provocação espalhafatosa, o pouco caso com o perigo que gingava à sua frente, o esquecimento da postura exigida de um campeão que tem sobre os ombros uma torcida gigantesca, fiel  e embevecida pelo seu ídolo.

O resultado é o que menos impressiona. Um direto no queixo é sempre um direto no queixo, e até Mike Tyson já foi derrubado por um desses foguetes.

Agora, o estilo comediante, ator despreparado e desligado, procurando levar na galhofa um combate que de engraçado não tem nada, é imperdoável.

O próprio Anderson já disse que quando se aposentar pretende seguir a carreira de ator. Só que um ator precisa de técnica apurada, fala bem deglutida, expressão corporal exata para o papel.

Um ator fora de sintonia, despreparado e desligado, o público não perdoa, e é nocauteado em cima do palco, como se viu no dia 6 de julho de 2013.

Tristeza total.

Valeu!

Abraço!

Rony Lins

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