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sexta-feira, 6 de julho de 2012

Adonis



Adonis, poeta sírio, convidado à Flip, de Parati, considerado o maior representante da poesia moderna árabe, em entrevista ao Globão de 05.07.2012:


"O poema " TUMBA PARA NOVA YORK", que toma a cidade americana como um símbolo da opressão ocidental sobre outros povos do mundo, foi muito evocado depois dos atentados de 11 de Setembro. Como um cidadão árabe vivendo há décadas na Europa, como você avalia as dificuldades atuais no diálogo entre Ocidente e Oriente?

ADONIS - Acredite se quiser, depois do 11 de Setembro, um crítico americano me acusou de inspirar Bin Laden (longa gargalhada). Mas é claro que não era por aí, o poema fala de outras coisas, inclusive das próprias noções de Oriente e Ocidente, que a meu ver são criações econômicas e militares. Ocidente e Oriente não existem fora desses  termos. Rimbaud não era ocidental, nem oriental, ele estava em trânsito permanente. Penso que esse é um caminho possível para o diálogo, porque quando falamos da arte e da criatividade, ultrapassamos os aparatos ideológicos.  EU ME SINTO ÁRABE, FRANCÊS, BRASILEIRO. SOU UM SER HABITADO PELO OUTRO."


O homem é um só com seus sofrimentos, dores, alegrias, subidas e quedas. Fora das ideologias infernais, ele pode ser afável e civilizado, é o que diz o poeta. E diz que você é o outro, que somente espelha seus próprios anseios, ganâncias e boas ações.

Todo mundo almeja ser feliz e tal cobiça é inerente à natureza humana.  E a vida nada mais é do que essa busca sem fim da felicidade, que pode existir ou não. E os direitos são iguais na participação dessa maratona maluca e sem sentido. Nem todo mundo cruza a linha de chegada. mas todo mundo pode e deve correr enquanto o fôlego der conta.


Valeu!

Abraço!

Rony Lins


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