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sexta-feira, 13 de julho de 2012
Vergonha muita não é bobagem...
Que coisa horripilante a propina embolsada pela maquiavélica dupla genro e sogro (dava nome de dupla sertaneja), João Havelange e Ricardo Teixeira, em torno de 45 milhões de reais, paga pela falida ISL para obter direitos de transmissão dos jogos coordenados pela FIFA e pela CBF, quando os dois davam as cartas no futebol mundial e brasileiro, respectivamente.
É de matar de vergonha qualquer brasileiro que se entenda por gente saber que Havelange e Teixeira eram comprados e manipulados a este ponto, sujando o esporte mais popular do planeta com suas ambições ilegais e imorais, e seus métodos mafiosos de enriquecer de maneira rápida e escondida.
Por causa dos dois somos obrigados a engulir conclusões emitidas pelos doutos advogados da FIFA de que os sul americanos e os africanos são naturalmente propensos ao suborno, e é muito natural o que agora vem a público.
Não, o panorama visto da ponte não é este.
A maioria é honesta e trabalha duro por estas bandas do sul, da mesma forma que os causídicos futebolísticos de dona FIFA, que sabia do suborno ora trazido à superfície e lutou judicialmente mais de dois anos para que o mesmo não fosse revelado, sendo que agora, candidamente, vem a público dizer que na época tal prática não era crime.
É doloroso ver dois brasileiros apanhados com a mão na massa suja, enlameando o nome do País e atrapalhando o esporte mais gostoso e emocionante do mundo.
Era melhor não ser campeão do mundo cinco vezes do que ter pela frente uma revelação dessa, com aspecto de podre e um cheiro insuportavelmente ruim, sujando, imperdoavelmente, o amarelo canarinho do futebol brasileiro.
Havelange, então, é uma incógnita. Com aquele ar pesado e olhar de peixe morto, vozeirão grave a instigar respeito, peito de nadador com espaços para muitas medalhas, agora tem os ombros encolhidos e o olhar deve estar grudados nos próprios pés.
Octogenário rico, realizado, dono do futebol mundial, por que roubar descaradamente e receber propina de uma empresa que vai colocá-lo no bolso do colete e ditar as regras como quiser? Por que enriquecer mais aos setenta e tantos anos, na época? Mais mulheres, mais carrões, mais roupas elegantes? Temos aí um octogenário que não aprendeu nada e nada leu sobre os gregos.
Ou talvez, quem sabe, as verdinhas, o dinheirinho, o cheirinho do papel, o manuseio da grana suja traga uma adrenalina especial, um alívio contra a broxada geral que a vida impõe nessa idade? Talvez o seu genro, por antecipação, já estivesse tomando o mesmo remédio, por prevenção.
Então, se foi pra combater aquela broxada que nem Viagra dá jeito, a coisa está explicada, mas não justificada, aliás, jamais justificada.
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
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