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segunda-feira, 16 de julho de 2012

Não há como esquecer...

Não há como esquecer. Em 16 de julho de 1950 o Uruguai venceu o Brasil em pleno Macaranã, 2x1, de virada, e ganhou a Copa do Mundo na frente de embasbacados 150 mil brasileiros, sem contar os outros milhões espalhados País afora. E bastava um simples empate para que a seleção canarinho colocasse a mão na taça. Já se foram 62 anos e muita gente, testemunha ocular da derrota, ainda lembra os detalhes. A história cunhou a tragédia do futebol com o nome de Maracanazzo, e o nome pegou, já que hoje, quando se quer alertar algum time sobre algum fracasso retumbante, alguém lembra que pode ser o espírito do maracanazzo baixando naquele determinado jogo. Conta a história, e há testemunhas oculares, que, à noite, quando a cidade calada e quase deserta, chorava baixinho a perda do título, o célebre capitão do time uruguaio, Obdúlio Varela, saiu pelas ruas de Copacabana e entrou num bar onde a choradeira era geral. Tomou umas biritas junto e consolou a rapaziada, que, tendo reconhecido o craque da celeste olímpica, jamais esqueceu a amplitude do gesto. Apesar de campeão do mundo, Obdúlio teve um tempinho para dedicar aos perdedores e com eles se solidarizou. Saber ganhar é uma arte tão difícil quanto aprender a perder. A vida segue, a fila anda, amanhã tudo muda , para melhor ou pior, mas, muda. Quando os homens entenderem isso a coisa toda melhora, inclusive o relacionamento entre as torcidas nos estádios, nos domingos à tarde. P.S. - Tem coisas que só acontecem nas ruas de Copacabana... Valeu! Abraço! Rony Lins

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