Domingo de sol esturricado, 13 horas mais ou menos, eu e meu filho entramos na loja de aparelhos eletrônicos localizada dentro de um shopping moderno, bem refrigerado.
Campeonato de futebol on-line, vídeo game enchendo os olhos, galera com muita adrenalina, FIFA 12, quem sabe, torcedores em volta, na maioria pais e mães apaixonados por seus filhos e não tanto pelo jogo. Contendores adolescentes, alguns pré-adolescentes, uma galera jovem que sabe tudo das manhas desse tipo de futebol e do computador, de modo geral. Sorteios, ordens de começar, emoções e gritos, futebol é o mesmo em qualquer lugar e de qualquer jeito.
Chega a hora. Meu filho se apresenta e do outro lado um garoto dos seus treze anos. Sorrio e ganho confiança. Besteira diz meu filho, com olhos de quem conhece Esses mais jovens são os melhores, horas no lombo de treinamento concentrado.
É preciso não esquecer que o primeiro colocado, único prêmio, aliás, leva 2.000,00 reais de bandeja pelo seu feito.
Aí, essa lembrança boba entorna adrenalina no ambiente. É possível ver, agora, pais roendo unhas e mães dando gritinhos de incentivo, o campeonato não é brinquedo, não, é à vera, vale dois contos de réis.
O clima é de decisão, os olhares tensos cravados nas diversas telas preparadas pela loja para o campeonato. Clubes da Europa, na sua maioria, trocam caneladas e chutes pra todo lado. É gostoso o campeonato virtual, dá muita emoção, pra quem não sabe.
E o menino franzino, de óculos à Harry Porter, foi pra cima do meu filho e liquidou a parada, metendo um gol aos 2 minutos e outro no segundo tempo. Um dois a zero incontestável, construído em cima de muito treino e habilidade.
Cumprimentos, muito obrigado a todos e deixamos a loja rindo um bocado. Hoje em dia é assim, com a tecnologia que governa as nossas vidas, muita gente já disse. Os favoritos de outrora trocaram de lugar. Meninos de menos de treze anos fazem misérias on-line. Sinal das revoluções que sempre acontecem de forma cíclica.
Saímos do shopping rindo, ainda um pouco amarelos, dois contos de réis não são de se jogar fora nem aqui nem na China.
Paciência. Faz parte do jogo. E é bom pra gente ficar sabendo que os heróis andam por aí, esbarram na gente a toda hora, e eles não têm idade mesmo.
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
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