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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Oncinha de pelúcia...



Passo na frente de uma Super-Quadra da Asa Sul de Brasília (DF) e dou de cara com a faixa  verde de letras pretas, um contraste chamativo, apto a cativar de forma devida a atenção do público alvo a que se destina: "oncinha de pelúcia perdida no parque. Por favor, quem encontrar ligar para o número tal. Gratifica-se bem."

Não é difícil imaginar o que se esconde por trás da faixa verde que chamou, ainda bem, a minha atenção. Ali se encontra estampada a angústia e o sofrimento de um pequerrucho que perdeu a sua oncinha de pelúcia, o seu animalzinho de estimação, o seu companheiro de todas as horas, quem sabe aquele que vela o seu sono, apaziguado por um abraço que ainda não conhece à contento a sensação de bem estar e fraternidade que pode produzir  um abraço sincero.

De se notar a enorme facilidade que seria para os pais, também angustiados, em parceria inquebrantável com o sofrimento do pequerrucho, comprar um animalzinho semelhante, ou mesmo um outro que chegasse com promessas de substituição maravilhosa e futuros tempos de muitas brincadeiras.

Mas, não.

A procura é pela oncinha de pelúcia que foi perdida, por aquela que o pequerrucho já considerava como sua, a companheira  de parquinho, de refeições à mesa, quem sabe, cujas feições e traços já estavam decorados pelo pequerrucho, que deles não esquece e agora procura recuperar. Aquela que possui o nome já batizado, Deus sabe qual pois o Blog não sabe, mas que pode  ser Kate, Mary, Joana, Pepita, Belinha, Bravinha, Mansinha, Lindona ou Lindinha. Mas é única, não só no próprio nome, mas no amor que arranca do pequerrucho.

A faixa verde na entrada da quadra é um pedido angustiado, mas é também um hino de amor, uma declaração de amor de um ser humano pelo seu animal de estimação, por um animal, enfim.

E as crianças são realmente apaixonadas pelos cachorros, gatos, besouros, pássaros e outros de todo o tipo que os zoológicos do mundo inteiro são capazes de apresentar. Os olhinhos brilham, o sorriso se estampa, os bracinhos se esticam querendo tocar nos animais, senti-los, tê-los o mais perto possível. Qualquer dono de cachorro em qualquer parque do mundo pode  confirmar o que o Blog está dizendo.

Depois a criança cresce  e alguns adultos se tornam insensíveis, cruéis, despreocupados com a sorte dos animais. E volta e meia as notícias aparecem sobre maldades inacreditáveis contra animais indefesos e inocentes. O que foi feito daquele amor infantil que se constituía num mistério maravilhoso, e daqueles  olhos brilhantes que incensavam os animais num silêncio magnífico? Será que o envelhecimento torna a casca do ser humano mais espessa, e a dureza seca os olhinhos molhados e risca dos lábios o sorriso maravilhado?

O Blog não sabe dizer ao certo...   Mas a transformação é assustadora. Porque, poderia ser diferente, ou seja, apesar da casca mais endurecida pela idade, o coração poderia continuar bondoso e maleável como antes. Mas, nem sempre se consegue esse milagre, não é mesmo?

Como diz a marca de ração Pedigree; " CACHORRO É TUDO DE BOM."


Que Deus interceda e a oncinha reapareça. São os votos do Blog.

Abraço!

Valeu!

Rony Lins



  

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