Notícia publicada no jornal Estado de São Paulo de hoje, 7.2.2012, discute papel do Exército nos conflitos e distúrbios de rua nas principais cidades brasileiras. Leiam:
" O uso recorrente das Forças Armadas em conflitos e distúrbios de rua nos centros urbanos brasileiros pode banalizar o papel do Exército e colocar em risco a população das cidades que recebem esses efetivos. A opinião é de estrategistas e especialistas ouvidos pelo Estado .
Para eles, a Força Nacional de Segurança, criada durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acabou perdendo espaço desde o fim do segundo mandato dele. A Força é formada por contingentes de policiais enviados de todas as Unidades da Federação, para atuar em momentos de emergência.
O protagonismo das Forças Armadas na invasão e ocupação do Complexo do Alemão, no Rio, foi um divisor de águas que consolidou essa mudança de postura. Durante o governo de Dilma Roussef, segundo os especialistas, o Exército voltou a ser usado em excesso. " Os soldados do Exército são treinados para aniquilar os inimigos e não para deterem suspeitos e entregá-los à Justiça", diz o cientista político Alexandre Fucille do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade de Campinas (NEE-UNICAMP) e professor da Faculdade de Campinas.
O ex-secretário Nacional de Segurança Pública, José Vicente da Silva Filho, concorda. "A população acaba correndo risco diante de soldados que usam fuzis e não foram treinados para lidar com situações de tensão como essas."
Os argumentos dos especialistas, é claro, têm peso na balança. São preocupações que devem constar dos estudos realizados pelas autoridades de segurança em operações desse calibre. Mas, às vezes, como no complexo do Alemão, a situação chega ao fundo do poço e a ausência do Estado, com a consequente submissão dos moradores do local às regras da bandidagem, pode desaguar no pedido, por parte dos governantes, para que as forças armadas atuem na garantia da lei e da ordem pública, como estabelecido na Constituição Federal.
É certo que os soldados integrantes de tais Forças não são treinados para tais afazeres. Recupere-se, pois, a figura da Força Nacional de Segurança, ou sejam treinadas as Forças Armadas para tais operações de emergência.
Agora, a cena dos traficantes e malfeitores em desabalada carreira por uma estrada, abandonando o lugar de sempre, fugindo das Forças Armadas, em confissão cabal de que contra elas não valia a pena lutar, é inesquecível, e trouxe muita paz e alegria aos moradores do local.
Sem as Forças Armadas na operação talvez não se obtivesse o resultado ardentemente desejado.
Abraço!
Valeu!
Rony Lins
Abraço!
Valeu!
Roni LIns e Johny Bruno
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