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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Competição infeliz

Este Blog sempre pensa no melhor pra você , na melhora da sua qualidade de vida. Então não dá pra deixar escapar, aqui e agora, os ensinamentos certeiros do mestre Flávio Gikovate no livro  A ARTE DE VIVER BEM,  2ª edição, que toca no cerne de um dos maiores  tormentos da civilização humana. Saca só:

"A competitividade é, na nossa espécie, levada muito à sério. As pessoas lutam pela vitória até a morte. Não tenho grande dúvida que muitos dos desgastes físicos responsáveis por doenças - e morte - precoces  tem a ver com uma postura competititva acima de qualquer outro ingrediente de subjetividade. As pessoas se matam nos confrontos diretos e também indiretos -  nas lutas que se estabelecem pelo sucesso,  pelas mulheres e pelo dinheiro, diante de uma situação que instiga a competitividade não há bom senso capaz de conter os impulsos "mamíferos"que parecem ser muito fortes  entre nós.
Não podemos continuar a subestimar esta questão. Ela é capaz de levar uma pessoa inteligente e preparada para uma mesa de cassino - ou para as corridas de cavalos - e fazer com que o indivíduo, não se conformando com as derrotas, acabe perdendo tudo aquilo que foi capaz de acumular ao longo de uma vida. Não podendo subestimar o fato de que o jogador - e são muitos os que são viciados em disputa de todo o tipo - só está feliz e só se sente vivo quando está em competição. São inúmeras as pessoas que ficam profundamente deprimidas quando estão longe de uma atividade competitiva como é o jogo, como são os esportes, a maior parte dos trabalhos, e os jogos de sedução erótica. Para eles, viver é disputar. Parece que, para todos nós, a total ausência de competição também é fator depressivo. O que é radical para os jogadores existem doses menores em todos nós. Preferimos a luta para atingirmos um dado objetivo do que a chegada  a ele. Perseguir é mais estimulante do que conquistar. Perseguir objetivos nos faz alertas e com disposição. Não ter nenhum plano, não ter uma disputa, nada com ninguém, não ter que brigar por alguma coisa, parece que nos faz tristes e desmotivados."

Então se conclua, com o grande Gikovate mesmo, que sem o outro  eu não existo, eu preciso dele até pra respirar. Eu preciso dele pra aquela briguinha de todo o dia, e evitar, desse modo, aquela depressão que insiste em me jogar na minha cara a figura do  zé mané que me deixa apavorado.
No entanto, é  muito melhor compartilhar as alegrias e vitórias, misturadas, inclusive com algumas derrotas  bem merecidas,com aquele grupinho amigo da cervejinha, do que ser o invencível solitário, herói de si mesmo, contando os seus feitos na frente do espelho.

Valeu!
Um abraço

Rony Lins

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