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terça-feira, 20 de setembro de 2011

Melhor sozinho do que mal acompanhado

Deu na TIME, a revistona americana, na coluna dedicada à Saúde, o inédito resultado de uma pesquisa australiana que estudou o perfil dos desempregados e dos que labutam  em empregos desinteressantes, ruins, pode-se dizer. Veja só, a conclusão incrível: trabalhar num emprego ruim, pouco reconhecido, instável, em más condições, pode fazer a pessoa mais infeliz do que aquela desempregada.
Pesquisadores australianos  afirmam que a saúde mental dos desempregados  é melhor do que aquela encontrada nas pessoas empregadas em más condições. E mover-se do desemprego para um emprego socialmente qualificado implicaria, é claro, em melhora da saúde mental. Assim, trabalhar num emprego ruim implicaria  em queda na saúde mental do empregado.

Tal conclusão contraria entendimento anterior dos pesquisadores,  que durante longo tempo acreditaram que ter qualquer emprego, não importando as condições de sua prática, traria mais felicidade ao ser humano do que não ter emprego nenhum.

É falsa tal conclusão, diz o presente estudo.  A felicidade é maior num emprego reconhecido, com retorno  intelectual e monetário. Mas, trabalhar sem essas condições  traz mais infelicidade do que estar desempregado.

Assim, conclui a pesquisa, os empregadores deveriam se preocupar mais com a saúde mental dos seus empregados, ja que empregados satisfeitos e felizes se constituem num benefício para os próprios patrões. A erosão das condições de trabalho pode produzir um custo muito mais alto no combate á queda da saúde mental dos empregados, em detrimento da própria empresa.

Assim, conclua-se, em certas condições, é melhor ficar sozinho do que mal acompanhado.

O desemprego, é claro, desagradável, pode estar preservando a sua cuca para o surgimento de algo melhor...

Valeu!

Abraço!

Rony Lins

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