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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Barrado no baile

 
Informa a imprensa mundial que Abílio Diniz, o ex-controlador do Grupo Pão de Açúcar, foi barrado em Paris, na porta do Grupo Cassino,  novo controlador da rede brasileira, numa reunião para tratar dos destinos do Pão de Açúcar nos próximos 3 anos. A alegação, deselegante e grosseira, foi a falta de convite, e que o brasileiro estaria tentando tumultuar o encontro. Isso é mesmo de amargar, já que Abílio ainda é o presidente do conselho de administração do Grupo Pão de Açúcar.
 
Amargo é o sabor desse imbróglio  em que o brasileiro luta contra o grupo francês para não ser alijado para sempre da condução dos negócios que afetam o Pão de Açúcar.

A doceria criada por seu pai, Valentim, virou o gigante que todo o Brasil conhece. Num dado momento, talvez premido pela necessidade de um aporte mais volumoso de capital para enfrentar compromissos urgentes, Abílio negociou com os franceses uma fatia do capital do gigante brasileiro.
Mas chegou ao ponto de acertar um contrato que passava para os franceses o controle do grupo em julho de 2012.

Talvez a sua assessoria tivesse o seu próprio calendário maia e acreditasse que julho de 2012  jamais chegaria, podendo, dessa forma, negociar a entrega do comando do grupo aos franceses, sem qualquer problema.

É inacreditável que tudo isso tenha ocorrido, com o Grupo Cassino passando a ditar as  regras no Pão de Açúcar, a partir de julho de 2012 e chegando ao ponto de barrar a presença de Abílio em uma de suas reuniões, numa grosseria inominável.

Amargo, sem dúvida para a doceria do seu Valentim, ver o Pão de Açúcar em mãos estangeiras, mãos implacáveis, pesadas e duras, que desejam derrubar o brasileiro a qualquer custo.

Inacreditável que tenha ocorrido um ajuste desse teor, negociando o controle da empresa brasileira, por mais premência que existisse, à época, pelo capital francês.

O problema todo foi o calendário maia particular da  assessoria de Abílio Diniz. Ele deve ter sido informado pela sua equipe que o mundo acabaria antes da data prevista para a entrega do controle acionário do Grupo aos franceses. E ele acreditou. Do contrário, teria sido convidado para a reunião mencionada, realizada em Paris esta semana, e ainda teria almoçado com os amigos parisienses numa clima de plena cordialidade.

Quem dá murro em ponta de faca sai machucado mesmo.

Valeu!

Abraço!

Rony Lins

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