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segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Bolívar, do Inter e Sêneca, de Roma
Leio na imprensa especializada e fico impressionado com a banalidade do cotidiano que enrola nossas existências, vidas valorizadas ou dispensadas num simples estalar de dedos. Leiam:
"Capitão na conquista da Copa Libertadores de 2010, o zagueiro Bolívar aparece no topo da lista de dispensa do Internacional para 2013. Ele já acertou sua saída com a diretoria. Bolívar não será o único a deixar o time gaúcho, que decepcionou no Brasileio, tendo em conta o custo do elenco. Os laterais Nei e Kléber também estáo na lista de dispensa. O goleiro Renan também não deve estar no clube em 2013. Até os meias argentinos D'Alessandro e Bolatti têm futuro incerto no Inter."
Santa Maria Padroeira dos Gramados, quem viu em 2010 o capitão Bolívar erguendo a taça de campeão da Libertadores, com seu filhinho no colo, o xerife do Inter, um zagueiráo supercotado entre os torcedores do time gaúcho, e agora, dois anos depois , vai encontrá-lo encabeçando a lista de dispensa preparada pelo clube, só pode achar que a vida é uma pida de mau gosto. E uma lista que tem Kléber, um senhor lateral-esquerdo e que pode até incluir D'Alessandro, até meia hora atrás um dos grandes talentos do Internacional. É inacreditável, e a boca não fecha, aberta que está pelo assombro causado pela roda da fortuna.
Hoje um craque amado pela torcida de um grande clube, amanhã um nome engordando uma injusta lista de dispensa.
Bolívar pode ter um amigo de peso neste momento difícil, e talvez, imerecido, que atravessa, ao ser incluído na lista de dispensados. Sêneca, aquele de Roma, já dizia que não devemos aspirar ao cimo, não devemos invejar os que estão no alto, pois é ali mesmo que a fortna se esmera na perfídia: os que ela eleva hoje serão por ela rebaixados amanhã. E ele ensinava que a figura clássica da fortuna se apresenta com a cornucópia de bens inesperados que se transformam em inesperadas desgraças; a roda que gira sem cessar, abaixando os que estão no alto e elevando os que estão embaixo para logo rebaixá-los também. A ela Sêneca contrapõe a virtude, o sábio, cuja fé em si mesmo é tão grande que ele não hesita em se dirigir ao encontro da fortuna, diante da qual jamais cederá.
Sapiência, pois , Bolivar e companhia, e enfrentem a fortuna com a fé em vocês mesmos, como dizia o grande Sêneca, que apesar de nunca ter torcido para o Inter, já previa, àquela época, a sacanagem da tal lista de dispensa.
Um dia capitão do time campeão da Libertadores da América, e dois anos depois encabeçando uma lista de dispensados pelo clube.
A roda da fortuna não para de girar e sacaneia os homens sem parar. Quem não se esquecer disso, sobreviverá.
Felicidades, Bolívar e cia. E um grande beijo no seu filho muito lindo.
Abraço!
Valeu!
Rony Lins
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