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sábado, 13 de outubro de 2012

Geração smartphone



Impossível não reproduzir um pouquinho das palavras do Sr. Asdrúbal Aguiar, ex-ministro do Interior da Venezuela, ex-juiz da Corte Interamericana de Direitos Humanos da OEA e membro do Conselho Editorial do jornal El Universal, de Caracas,  em entrevista concedida ao Globão de hoje, 13.10.2012. Leiam:

"A emergência das redes sociais e popularização da internet criaram uma geração que não depende de uma única fonte de informação para tomar decisões e mobilizar grupos, como no mundo árabe. Na era primitiva, as pessoas se reuniam para trocar informações de forma oral, ao redor da fogueira. Com o surgimento da impressão no papel a imprensa ganha a função de catalizadora e transmissora de informação. Agora a internet se torna a antiga fogueira ao rdor  da qual as pessoas se reúnem para trocar informação.

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E a nova geração smartphone e Blackberry tratará de mudar de vez este quadro."


Concordo. Mas acho que a troca de informações em volta da fogueira era mais segura. Antigamente você trocava as informações em volta de uma fogueirinha esperta, uma birita rolando, uma noite estrelada, uma marolinha feita por um mar gostoso, um clima rolando, quem sabe, mas todo mundo sabendo de quem falava e com quem falava.

Hoje em dia nossos filhos estão em volta de uma nova fogueira, sim, mas  que pode queimar nossos queridos, não mais que de repente, 
num fogo que surge do nada, atiçado por fantasmas distantes e que se aproximam de forma perigosa.

O clima ficou muito mais pesado. A tecnologia mencionada pelo venezuelano Aguiar, que tem razão nos seus argumentos, trouxe o perigo e a tensão junto com a velocidade e a facilidade.

Não existe almoço de graça, muchacho.

Valeu!

Abraço!

Rony Lins

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