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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Dramaturga


Da dramaturga Nina Raine, sensação do teatro inglês, com diálogos afiados e personagens voluntariosos, que está no Rio de janeiro para assistir à encenação de sua peça RABBIT, escrita em 2006, respondendo  se os dramaturgos têm uma obrigação moral diante de seus personagens e do público:

"A questão é interessante. Eu diria que nunca me senti "obrigada", ponto final. O que ocorre é que, por mais que isso soe pretensioso, os personagens adquirem sua própria realidade conforme os criamos, e procuramos tratá-los com respeito . Não queremos levá-los a fazer coisas que eles não fariam. E começamos a nos preocupar com eles, de modo que não os ferimos à toa. Mas esta não é uma questão estritamente moral. Me parece que simplesmente escrevemos a partir de nós mesmos. E, se algo nos parece doloroso de escrever, esperamos que seja também doloroso para o público assistir - num sentido significativo..."


Muitos escritores relatam a mesma sensação. Os personagens nascem e adquirem vida propria, numa realidade, às vezes, impensada, e passam a viver a sua própria caminhada.

Por isso mesmo a literatura é fascinante e nos transporta a mares nunca dantes navegados.

Ler é preciso pois ajuda a suportar a aridez e a crueldade da realidade cotidiana.

Abraço!

Valeu!

Rony Lins

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