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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Outros tempos...



Em 22 de junho de 1962 o Brasil tinha acabado de   conquistar o título de bi-campeão do mundo de futebol no Chile, e o Botafogo contava com cinco jogadores na equipe que disputou o último e de- cisivo jogo. Começaram então os ataques dos empresários de todos os países com propostas atrativas sobre os jogadores da seleção brasileira.

O Globo da época noticiou que, ainda em Viña del Mar, no Chile, Garrincha, Amarildo e Didi foram tentados pelos intermediários e representantes de clubes estrangeiros.

Didi, o maestro da seleção brasileira, o inventor da folha seca, falta cobrada por cima da barreira e longe do goleiro, acertou com o futebol peruano, com o clube Cristal Palace, pela fortuna mensal de U$ 1.500,00 dólares.

Pela cotação aproximada de hoje, essa grana daria, como salário mensal a um jogador  recém aclamado bi-campeão do mundo,  a fortuna de R$ 3.000,00 por mês.

O mundo mudou e a fila anda. As coisas ficaram mais difíceis, as cifras do futebol amarelo subiram de forma astronômica e a bola dos craques anda meio murcha. Como dizem os budistas, o Didi do dia 22 de junho de 1962, 10:00 horas da noite, não é o mesmo Didi do dia 22 de junho de 1962, 10:01 da mesma noite.

O  Neimar de hoje, então, é completamenbte diferente.  Será que ele aceitaria jogar no Peru por R$ 3.000,00 por mês?  Ganha um doce quem acertar a resposta.


Valeu!

Abraço!

Rony Lins

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