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sexta-feira, 22 de junho de 2012
Wikileaks
Um amigo do fundador do Wikileaks, Julian Assange, em entrevista ao Estadão de hoje, 22.6.2012, diz que os Estados Unidos procuram evidências que permitam a abertura de um processo contra o australiano e, assim, condená-lo pelo vazamento de documentos secretos da diplomacia americana.
Julian Assange perdeu na justiça britânica a batalha travada contra a sua extradição para a Suécia, sob a acusação de crimes sexuais contra duas naturais do país nórdico. Protestando inocência e dizendo que o sexo existiu, mas foi consentido, o fundador do Wikileaks fugiu de sua prisão domiciliar em Londres e pediu asilo na embaixada do Equador.
Gavin MacFadyen, jornalista, um de seus melhores amigos, e que estava na embaixada do Equador junto com Assange prestou algumas informações ao Estadão:
"Porque Assange decidiu pedir asilo?
Ele tem preocupações políticas legítimas. Não se trata de um simples caso. Existe uma possibilidade real de que Julian seja extraditado não apenas de Londres para a Suécia, mas de lá para os Estados Unidos. Por isso seu pedido de asilo. Há um trabalho intenso nos EUA de coleta de dados e informações para que seja aberto um processo contra ele. A meta é simples: condená-lo pela publicação das informações secretas a uma pena que, na melhor das hipóteses, seria de 40 anos de prisão. Na prática, seria uma prisão perpétua, já que Julian tem hoje 40 anos. Por isso o pedido de asilo.
Mas porque o Equador?
Há uma sintonia importante entre os dois e o pedido de asilo não foi algo decidido de uma hora para outra. Há algum tempo os equatorianos indicaram que ele poderia contar com o presidente Rafael Correa se precisasse de proteção."
Duas peças que não se encaixam, à toda evidência. O presidente Correa, do Equador, não simpatiza com a imprensa, que, aliás, é duramente perseguida no seu país. E é claro que o rumo a seguir no pedido de asilo não foi algo decidido de uma hora para outra. O presidente equatoriano pensou muito e fez os cálculos matemáticos do lucro político que lhe renderia a mão estendida em direção a Assange. No mínimo, suavizaria, dentro do próprio país, a sua imagem de perseguidor da imprensa.
A segunda peça tem marca norte-americana. Se o australiano cometeu crimes tão graves contra o país por que os EUA não pediram sua extradição ao Reino Unido? Não precisariam esperar sua chegada em território sueco para fazê-lo.
Mistérios da política internacional e do jogo pesado e velado que se pratica na sua arena.
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
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