Pesquisar este blog
terça-feira, 26 de junho de 2012
Estilo enche barriga...
E o advogado do senador Demóstenes Torres, no Conselho de Ética do Senado, falou meia hora e não disse nada. Uma retórica vazia, tentando negar o inegável, criando uma linha técnica defensiva que teria sido desrespeitada pelos senadores, já que as gravações que deixaram Demosténes nu com a mão no bolso não foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, o que invalidaria todo o trabalho da polícia, alterando a ampulheta do tempo, voltando-se à estaca zero, ao tempo em que o senador não conhecia Cachoeira nenhuma, não tomava qualquer tipo de sol, e era um campeão de audiência, um paladino da moralidade.
E como o Supremo não autorizou, o senador não falou o que está nas gravações. Houve montagem, truncagem, lavagem, secagem, molecagem e tudo mais nas gravações, no entender do causídico, pago a peso de ouro para entupir os augustos ouvidos senatoriais, sandices de arrepiar cabelo em casca de ovo, filigranas, abobrinhas, jilós, quiabos e o diabo a quatro, e que as palavras do senador amigo do bicheiro, senador que cozinha o bom cozimento com a cozinha dada pelo bicheiro, essas palavras só teriam saído da boca do processado se autorizadas pela Suprema Corte. Como esta não se pronunciou no caso, o senador não falou o que falou, e por isso estava a se praticar a suprema das injustiças contra um homem de carreira pública ilibada e nenhuma ambição pessoal, a não ser o bem estar da sociedade brasileira.
E que o senador Torres está pronto para enfrentar o Plenário onde os votos são secretos e ninguém é de ninguém. Que coragem, que retidão, que sapiência defensiva a justificar os milhões cobrados para não dizer nada de aproveitável, e levar um banho de 15x0 no Conselho de Ética do Senado.
No plenário, no anônimato, no escurinho do cinema, sem pipoquinha, é claro, o jogo pode até virar e aí o causídico sai carregado nos ombros pelos amigos do quase cassado caçador de bandidos do Estado de Goiás, e na primeira entrevista dirá que o dinheiro dos honorários, não obstante necessitar de um carro forte para transportá-lo até o Banco, foi bem gasto, numa tese jurídica que nem o envolvido acreditava.
A vida é assim, e não foi feita para recompensar justos ou injustos e nem para reconheceer virtudes a qualquer um. Quando 41 não querem, 80 não brigam...
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
Assinar:
Postar comentários (Atom)
MARACANAZO E A COR DA PELE
Dia 16 de julho agora, é, 16 de julho de 2020, o MARACANAZO completou 70 anos, ou seja, em 16 de julho de 1950 o Brasil perdeu, e...

Nenhum comentário:
Postar um comentário