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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Palito de fósforo na gasolina...
Leio na imprensa de hoje, 15.6.2012, que um membro do corpo de bombeiros de São Paulo (SP) foi preso como integrante de uma quadrilha que realizava sequestros-relâmpagos na capital paulista.
Jean de tal, o sobrenome me escapa, foi reconhecido por uma das vítimas e também pelas câmeras de uma agência bancária.
É o fim do mundo, ou, no mínimo, se o calendário maia for uma pegadinha, é o mundo em desordem inacreditável. Desde garoto você vê no bombeiro um super-herói, aquele que enfrenta as labaredas pra salvar sua vida, aquele que não tem medo de altura e sobe na escada magirus com 500 degraus pra salvar um cachorrro.
Todo menino, e agora também as meninas, já quis ser bombeiro, pelo menos uma vez na vida, e a admiração do povo por eles, podem checar em qualquer pesquisa, é maior do que aquela dirigida aos organismos policiais.
E aí você vê o super-herói praticando sequestro-relâmpago, agredindo e maltratando a população que morre de amor por ele, porque é sempre elogio quando o negócio é comentar o trabalho dos bombeiros, e você fica com cara de bobo, de quem caiu numa pegadinha sem graça.
A corporação não merece uma tristeza dessa e nem a platéia apixonada pelos homens do caminhão vermelho.
Bombeiro é sinônimo de coragem, do valente entrando na casa pra tirar alguém desenganado do meio das chamas. E essa imagem não pode ser apagada por um mundo desvairado, desordenado, e que perde, cada vez mais, os seus princípios norteadores.
Bombeiro praticando sequestro-relâmpago é como se qualquer um de nós, sem mais nem menos, a troco de nada, riscasse um palito de fósforo e jogasse no meio da gasolina.
Abraço!
Valeu!
Rony Lins
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