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terça-feira, 26 de junho de 2012
Natureza do homem de Pau Grande...
Não é o que vocês estão pensando. Não maliciem, por favor, sem saber da história por inteiro. E nem pensem que existe uma natureza peculiar a definir os sortudos na vida, digamos, assim... os bem dotados. Como se existissem características peculiares que pudessem garantir, de antemão, a boa metragem dos escolhidos pela providência divina. Não, não falo aqui da natureza especial de um homem desse tipo, mesmo por que, não sei se, cientificamente , ela existe.
A natureza do homem de Pau Grande é o título de um artigo do grande Nélson Rodrigues para a edição do Globo, de 26.6.1962. Transcrevo:
" Amigos, a fidelidade de Garrincha a Pau Grande é um mistério fascinante. Eu diria mesmo que se trata do maior, do mais feroz, do mais fidedigno patriotismo da terra. O Mané já correu mundo, já viu tudo. Não é como eu, que só fiz, até hoje, uma única e escassa viagem transatlântica: Rio-Niterói e vice-versa, numa lancha superapinhada. Garrincha, não. Andou em Londres, Paris, Roma, Berlim. No Vaticano teve uma relação pessoal e direta, uma relação física com as monstruosas figuras miguelangescas. Ainda na Itália, foi reconhecido pelos pombos da Praça de São Marcos, que arrulhavam entre si: Olha o Garrincha! Olha o Garrincha! E o Mané viu o mundo, Versalhes, o Coliseu, o Vaticano e tudo o mais, com superior indiferença ou, ainda, com amargo tédio. Assim como Eça de Querós foi sempre um pobre homem de Póvoa do Varzim, Garrincha é e será, eternamente, um pobre homem da cidade de Pau Grande."
Grande Nélson Rodrigues. Na época, diziam os especialistas, Garrincha, além de ser natural de Pau Grande (RJ), não foi esquecido pela providência divina.
Abraço!
Valeu!
Rony Lins
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