A imprensa de hoje, 23.11.2011, noticia outro caso de homofobia na mesma região da Av. Paulista, em São Paulo (SP). O preconceito nojento e abjeto, a covardia sempre amparada na superioridade numérica, voltou a mostrar as suas garras sujas de lama.
Um auxiliar administrativo de 21 anos permanecia internado ontem, dois dias depois de ter sido agredido junto com um irmão e um amigo, que é homossexual, ambos de 24 anos, na Rua Augusta , na Consolação, centro de São Paulo. O auxiliar sofreu três fraturas nos ossos do rosto, após ser derrubado no chão e levar chutes.
De acordo com os rapazes, cerca de dez homems, DEZ CONTRA TRÊS, participaram da agressão. Eles acreditam terem sido vítimas de um ataque homofóbico. Para o irmão de duas vítimas, um jornalista de 27 anos, os agressores teriam se sentido incomodados ao ver o auxiliar administrativo ser abraçado pelo amigo gay. "
"Eles tinham saído de uma balada, na manhã de sábado, e meu irmão estava triste porque havia encontrado uma ex-namorada. Ele foi abraçado pelo amigo que queria confortá-lo, e um dos caras ficou encarando os dois", conta. "Meus irmãos podem ter sido confundidos com gays porque gostam de usar roupas justas."
É, a coisa tá feia, meu amigo. Demonstração de carinho, amizade ou afeto, pode trazer porrada na contra-mão. E sempre um número maior de agressores do que agredidos. Será que no mano a mano a coragem é a mesma? Não dá pra saber com precisão. O que se sabe é que o perigo ronda a região da Av. Paulista quando se trata de andar com seus amigos e publicamente, por meio de um abraço, extravazar o seu afeto, seja ele gay ou não.
A ninguém cabe julgar a natureza desse afeto. Mas ao Poder Judiciário cabe julgar os valentões, que sempre num bando maior do que os agredidos, transformam em sangue o vinho delicioso tomado na balada durante a noite.
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
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