Do mesmo Jean-Claude Carrière, no mesmo livro citado abaixo, vem o exercício da lógica a serviço do próprio interesse, muito comum nos tempos atuais. Leiam:
"OS DOIS LINGUADOS
Esse caso, em que a lógica é colocada a serviço do egoísmo, parece ser universal. Na Europa, ele é contado da seguinte maneira:
Um homem convida um de seus amigos para jantar num restaurante. Eles pedem peixe e lhes trazem dois linguados, um grande, outro pequeno. O homem serve o linguado pequeno para o amigo e fica com o grande para ele. Seu amigo se espanta e diz:
- Como! Eu sou seu convidado e você deixa para mim o linguado pequeno?
- Se você tivesse me servido, qual teria me dado?
- O grande, é claro! E eu teria ficado com o pequeno!
-Então, já que é assim, que seja feita a sua vontade."
A lógica, às vêzes, pode ser maquiavélica, e se bem entortada, pode, sim, construir uma linha reta com início e fim.
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
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