Do Delegado de Polícia Federal, Jorge Barbosa Pontes, no jornal Estado de São Paulo de hoje, 22.11.2011:
"O jogo jogado no Rio é pesado e autoriza a construção de instrumentos como a imunidade total, indo um pouco mais além dos limites da delação premiada ora prevista no nosso ordenamento. A tragédia do homicídio da juíza Patrícia Acioli, tramada e executada por profissionais que recebem salário dos cofres públicos para protegerem a sociedade, já seria razão suficiente para a consideração de medidas mais eficazes no trato da questão.
A lógica é de uma simplicidade cruel: o crime só chegou ao ponto em que chegou no Rio de Janeiro - e em outras capitais do País - por causa da corrupção.
A corrupção de agentes públicos é um flagelo muito mais destrutivo do que o tráfico de drogas nos morros, até porque um levou ao outro e um alimenta o outro, numa espiral simbiótica. A corrupção, uma espécie de vírus HIV da sociedade é, sobretudo, um delito de suporte, de natureza generalista, que a deixa vulnerável, adaptando-se e garantindo a perpetração de delitos de toda a sorte..."
Não é preciso dizer mais nada. O delegado aponta, com sapiência, o estrago produzido pela corrupção, ao esteiar e alicerçar a variedade criminosa que a sociedade é obrigada a enfrentar no seu dia a dia.
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
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