Para publicitários latino-americanos, criatividade vem perdendo espaço para a tecnologia.
"Nada como uma complicada crise global para se descobrir os encantos da afetividade. Essa talvez seja a melhor lição da 14ª edição do Festival Internacional El Ojo Iberoamerica, que terminou ontem em Buenos Aires. Como é usual nesses eventos do meio publicitário, foram distribuídos prêmios em grandes quantidades - O Brasil ficou com dois Grand Prix, entre os quinze possíveis, e quase uma centena de outros troféus de ouro, prata e bronze.
Mas também foram promovidas palestras em que muito se falou da "arte" de seduzir da velha e boa propaganda, tão difundida nos anos 50 nos EUA, e que vinha perdendo espaço para ações utilitárias que se amparam nas novas tecnologias digitais."
Fernando Vega Olmos presidente global de criação da JWT, em sua palestra foi claro e incisivo:
"Por que os diamantes são um símbolo do amor eterno?" perguntou. " Poderiam ser os rubis, as esmeraldas, as safiras. Mas foi uma invenção do marketing associar o brilhante ao compromisso de amor eterno, que se injetou na cultura popular e permanece até hoje. É disso que trata a propaganda. De criar magia e envolver emocionalmente as pessoas."
Com todo o respeito à tecnologia de ponta que nos acompanha 24 horas por dia, é de magia mesmo que o ser humano precisa, em última instância, é de emoção, afeto e carinho, é de poesia e de um roçar de pele, é de música pra dançar de madrugada só você e sua amada num apartamentinho equipado com um som bem legal e um vinho gostoso na mesinha de canto. Eu preciso do computador, é claro que eu preciso. Eu preciso do computaor pra dizer que eu te amo e que sem você a vida não vale nada.
E é isso que a propaganda está com medo de não saber mais transmitir. Porque o dia em que ela esquecer esse fundamento básico da existência, ela quebra, meu chapa.
A reportagem acima foi extraída do Estado de São Paulo do dia 10.11.2011.
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
Nenhum comentário:
Postar um comentário