Está na imprensa de hoje, 22.12.2011:
" De acordo com o capitão da Polícia Militar, Cleodato Moisés do Nascimento, porta voz do Comando de Policiamento da capital, pedir dinheiro para olhar veículos não é crime. " O crime é a extorsão, é o flanelinha obrigar o motorista a pagar ou não deixar que ele estacione na vaga", explica. O problema, segundo o policial, é comprovar a prática da extorsão. O motorista tem que chamar a polícia quando isso ocorrer e se dispor a ir até a delegacia registrar a queixa. E é importante que tenha testemunhas - o maior entrave é ter de encontrar um motorista que aceite deixar de assistir um jogo de futebol, ou um show ou até um espetáculo da fonte do Ibirapuera para ir até a delegacia..."
No Rio de Janeiro e São Paulo, falando das capitais, respectivamente, nos arredores e cercanias dos grandes eventos, o crime corrre solto porque os flanelas estabelecem preço fixo pela vaga do carro, em pleno asfalto público ou sobre as calçadas públicas também, e ai do louco que não concordar com o preço e deixar o carro na vaga disputada. O mercado de flanelas é inflado e inflacionado, o que desestimula muita gente de ir a algum evento, já que o retorno , no meio da madrugada, pode ser trabalhoso em outro meio de transporte.
E não adianta você dizer ao flanela que o seu carro é ensinado e não foge que ele não se sensibiliza, e o preço continua lá pelas alturas que só Deus conhece.
Tudo bem, pedir para olhar não é crime, como diz o coronel. Cada um olha o que quiser e se ainda recebe uma graninha por isso, está bem na fita com o Homem lá em cima.
Agora, como também diz o coronel, cobrar na marra um preço estipulado de forma unilateral e imposta é buscar um espaço dentro do Código Penal. E o pior de tudo é que se você resolver endurecer o jogo e recusar o preço absurdo da flanela, você fica sem ver o próprio jogo ao vivo e à cores, e acaba assistindo a partida, com muita sorte, numa tv com a imagem ruinzinha e tremida, dentro da delegacia de polícia. Fala sério...
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
Valeu!
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Rony Lins
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