A imprensa de hoje traz à tona o problemão vivido pelo McDonald's. Leiam:
"A Fundação Procon de São Paulo aplicou multa de R$ 3,192 milhões ao McDonald's por causa das promoções do McLanche Feliz, que associam venda de alimentos a brinquedos. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Estado, mas a empresa ainda pode recorrer.
O caso foi denunciado pelo Projeto Criança e Consumo, do Instituto Alana, em abril de 2010. Segundo a entidade, com essas práticas "o Mcdonald's cria uma lógica de consumo prejudicial e incentiva a formação de valores distorcidos, bem como a formação de hábitos alimentares prejudiciais à saúde." Os anúncios são veiculados durante filmes voltados ao público infantil, usam os personagens queridos das crianças e misturam fantasia e realidade", diz Ekaterine Karageorgiadis, advogada do Projeto Criança e Consumo.
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A rede McDonald's afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que " não comenta detalhes dos processos em andamento e tem convicção de respeitar todas as normas da legislação vigente tanto em relação à comunicação como em relação a práticas comerciais."
Essa é briga de cachorro grande e a multa não é qualquer merreca. No centro da pendenga, como diriam os mais doutos, situa-se a questão a ser apurada: se a promoção e sua veiculação conduzem a criança, de maneira automática e direta, à formação de maus hábitos alimentares. É saber se o filminho faz a criança pedir McDonald's ou ela pede o brinde porque já está na loja e gosta dos personagens, exista McDnald's ou não. E fica a pergunta: se o McDonald's representa um mau hábito alimentar, então deveria ser proibido sempre e não só quando entrega brindes aos clientes. Mas é uma questão em aberto e a justiça dirá bem melhor.
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
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