Deu no Estadão de hoje, 2.1.2012:
"Um escândalo abala o Banco Central Suíço, tradicionalmente considerado como uma entidade acima de qualquer suspeita e o próprio sigilo bancário do país alpino. O governo suíço confirmou que investigou o presidente do BC, Philippe Hildebrand, depois de receber informações anônimas de que a esposa dele fez transações cambiais às vésperas da decisão que desvalorizou a moeda suiça.
A investigação das autoridades federais foi concluída, inocentando o presidente do BC. Mas partidos políticos de oposição insistem que o assunto não está explicado ainda.O franco suiço sofreu uma forte valorização em 2011, com investidores migrando para a moeda de refúgio por conta da crise no euro. O resultado foi a perda de competitividade das exportações suíças. O BC local, pressionado pela indústria suíça, foi obrigado a impor em setembro um teto para a moeda, em relação ao euro.
A acusação era de que Hildebrand teria se antecipado à sua própria decisão de desvalorização da moeda local e passado informações à sua esposa sobre o teto que iria estabelecer para a moeda. Nos dias que antecederam a decisão, ela foi ao mercado vender francos suíços no equivalente a meio milhão de dólares..."
Sei não... O Hildebrand pode não ter feito de propósito, comentou assim como quem não quer nada, sob os lençóis, antes ou depois, sabe querida, a moeda vai ter um novo valor, não conta pra ninguém, fica só entre nós, senão eu perco meu cargo. E, aí, Kashya Hildebrand, a mulher do presidente do BC, foi lá, e por conta própria, tirou o dela da reta.
O bolso é mesmo o órgão mais sensível do corpo humano. Se o presidente do BC suíço não aprendeu antes essa lição de anatomia financeira, agora já sabe, nem no banheiro, falando sozinho, alguns assuntos podem ser abordados.
Mas, nós continuamos gostando e confiando muito nos chocolates suíços...
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
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