Segunda-feira é de amargar e devia ser riscada do mapa. Após dois dias de repouso, olhando a família olhos nos olhos, relógios num ritmo lento e descompassado, filmes pela madrugada chuvosa na capital federal, eis que chega a fantasmagórica segunda com seu corre corre mortífero e toneladas de obrigações sobre os ombros. Então, resolvi falar sobre o vinho, que tem um aroma e gosto de fim de semana. Leio em VINHOS - UMA FESTA DOS SENTIDOS, de Rogerio Dardeau, essa saudável passagem:
"Já se sabe que o vinho aumenta o apetite, facilita a digestão e é antidepressivo. Além disso, tem ação vaso-dilatadora, diurética e hepatoprotetora. A concentração de taninos tem efeito anti-virótico e aumenta a resistência capilar. O vinho também protege contra a arteriosclerose e incrementa a produção do colesterol HDL, " o colesterol do bem".
Constatam-se ainda estímulo respiratório e benefícios às coronárias. O Informativo FBC, da Federação Brasileira de Cardiologia, nº 28, de Janeiro/Fevereiro de 2002, afirma: "Os mecanismos pelos quais o consumo de vinho tinto pode reduzir o risco coronário incluem o aumento das taxas de HDL colesterol e inibição plaquetária, fatores que levam à lesão endotelial e formação da placa aterosclerótica." O mesmo artigo ainda nos diz: "O vinho, especialmente o vinho tinto, contém um número de compostos polifenóis, tais como o resveratrol e flavonóides, que previnem a oxidação da lipoproteína in vivo."
Recentes estudos comprovaram que os vinhos da serra gaúcha contém maior quantidade de resveratrol do que os de outras regiões, inclusive europeus. RESVERATROL é uma molécula que contribui para a redução da taxa do colesterol LDL, também chamado " colesterol do mal."
Philip Seldon, uma das maiores autoridades sobre vinhos nos Estados Unidos, cita um estudo que identifica a quercetina como composto fenólico que inibe a oxidação do colesterol LDL. Pelo estudo citado, a quercetina, muito presente no vinho, poderia inibir também a ação de um gene de câncer, podendo diminuir a incidência de cânceres digestivos. E, se falamos de fenóis, é bom lembrar que seus efeitos antioxidantes podem favorecer a longevidade."
Dá-lhe serra gaúcha, cujos vinhos possuem quantidade de resveratrol pra ninguém botar defeito.
Agora, cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém. Não é sair por aí enchendo a cara e dizer que está protegendo as artérias e fazendo um programa contra o câncer.
A Lei Seca em vigor no País, sob esse aspecto, não vai se interessar muito pela sua saúde.
Uma taça de vinho tinto por dia atinge o objetivo de elastecer as suas artérias, e, quem sabe, colocar longevidade no seu destino.
Valeu!
Abraço!
Rony Lins
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