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segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Batida indigesta...

Depois de assistir ao UFC na madrugada do último sábado, fica no ar uma pergunta que não quer calar, uma dúvida sobre uma situação fática que pode acontecer com qualquer um. Seguinte: você está naquele trânsito infernal, desvia pra lá, esquiva pra cá, e de repente, sei lá de onde e nem como, você sente aquela pancada desagradável na traseira do seu veículo. Depois do susto, você, já recuperado, enche o peito, abre a porta do seu veículo, agora com um amassado bobo, nada de mal, e solta a voz, o que é isso, como é que pode e como é que fica, assim não dá, barbeiragem, meu camarada você comprou a sua carteira à vista ou à prazo?

E por ironia do homem lá em cima, salta do carro de trás o próprio Zé Aldo, pede desculpas e diz que vai pagar, quanto é que você acha que fica o preju, e faz um cheque ali na sua frente. Ele volta para o carro e um baixinho que estava com ele chega perto e diz pra você:

- Pode ficar tranquilo, companheiro. O bicho aí tem fundo. É do Zé Aldo, o campeão mundial do UFC. O baixinho sai e os dois vão embora.

Você fica parado, sem voz, a pressão nas alturas, uma tremedeira esquisita de repente, você não sente as pernas e se apoia no teto do seu carro,um suadouro saído Deus sabe de onde. Atrás, uma fila buzinando e reclamando que você está atravancando a circulação viária de uma parte da cidade. Alguns palavrões estouram no ar ensolarado da manhã.

Você bota o galho dentro, não responde nada, entra no seu carro e sai de fininho.

Não se sobrevive duas vezes no mesmo lugar.

Seria mais ou menos assim?

Abraço!

Valeu!

Rony Lins


Não se sobrevive duas vezes no mesmo

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