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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Direitos humanos em Cuba


Alguns cubanos exilados ficaram tristes com o silêncio programado pela presidente Dilma Roussef no que pertine aos direitos humanos feridos em Cuba, ora recebendo a sua visita oficial. O Globão de hoje reproduz o desencanto de alguns deles, vivendo, atualmente, na Espanha. Leiam:

"Os 8 mil quilômetros  que separam Cuba da Espanha não são impedimento  para que os exilados neste segundo maior polo de oposição (depois de Miami) ao regime dos irmãos Castro acompanhem toda e qualquer notícia sobre a ilha. Principalmente se o assunto é a visita oficial da presidente Dilma Roussef. Para os ex-presos políticos, a atitude da mandatária  de não se reunir com os dissidentes é incoerente.

- Não acredito que Dilma Roussef tenha o interesse sincero, por menor que seja, de defender os direitos humanos em Cuba. E não acredito que sua visita tenha, neste aspecto, uma  mínima influência. Uma gota de água doce não muda  o sabor do mar - opina  o roteirista e jornalista Ricardo González Alfonso, um dos 12 presos da chamada Primavera Negra que foram libertados  entre 2010 e 2011 e hoje vive em Madri."


Sei não... Água doce em pedra dura tanto bate até que fura. O problema é que a pauta prevista engloba temas preferencialmente comerciais. O bolso é mesmo o órgão mais sensível do corpo humano. Não dá pra perder o cliente  e nem o dinheiro do cliente. Assim, os direitos humanos ficam relegados ao quinto plano, como se não existisse o problema , e grave, aliás, de suas constantes violações, em Cuba.

Agora, o que causa estranheza é que no passado a presidente se preocupava de verdade com esse tipo de assunto, tanto que lutou por ele com risco da própria pele.
Discordo, pois, com todo respeito, do roteirista cubano. Uma gota de água doce pode não mudar o sabor do mar, mas, aos pouquinhos, se repetida, pode torná-lo mais calmo e de coloração mais bonita de se ver.

Valeu!

Abraço!

Rony Lins


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