A FIFA não abrirá mão do direito de ser ressarcida financeiramente caso algum desastre natural ou problema de segurança afete a organização da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014. Esse foi o recado jogado na área do Brasil pelo secretário-geral da entidade, Jérôme Valcke, durante entrevista em Brasília, ao lado do ministro do Esporte brasileiro e do representante do Comitê Organizador Local (COL), o ex-jogador Ronaldo Nazário.
O projeto de Lei Geral da Copa ainda está no Congresso aguardando votação, mas a discussão sobre a responsabilidade civil da União em relação aos eventos melou a votação do projeto em dezembro passado, já que a versão apresentada pelo deputado relator, que atendia a todas as exigências da FIFA, responsabilizando a União por quaisquer danos a bens e pessoas durante os eventos, independentemente de culpa, causados por fatos de qualquer natureza, inclusive os de força maior, conseguiu indignar governo e oposição, frustrando a votação da lei.
A FIFA não brinca em serviço. Os senhores do futebol mundial perseguem com tenacidade a alteração da legislação nacional dos países sede dos eventos futebolísticos pelo período de suas respectivas realizações, e não querem nem saber da viabilidade jurídica de suas exigências, apenas cobrando velocidade nos resultados.
Agora, responsabilizar a União por fatos de quaisquer natureza que ocorram durante as Copas, inclusive desastres naturais, é tirar o dela da reta e não perder um centavo se tais fatos vierem a ocorrer.
Não seria mais fácil o secretário-geral bater um papinho com o Homem lá em cima, tomar um café sentado em cima de uma nuvem e pedir uma trégua durante os eventos?
Seria mais justo e mais garantido.
Valeu!
Abraço!
Rony LIns
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