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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Contando um conto...

A VIDA NÃO É ASSIM...

Os dois entraram na joalheria trazendo o segurança na marra, trezoitão encostado na barriga, como um penetra flagrado na festa que pretendiam fazer. Trancaram o homem junto com outro vendedor no banheiro dos fundos. Sobrou a vendedora morena escultural, índia brasileira moderna forjada na aparelhagem de uma academia plantada no asfalto.

Nervosos e inexperientes, jovens ainda, um querendo saber do cofre, o outro ordenando que ela recolhesse tudo que ele enxergava no mostruário, nos balcões, enfim, tudo que coubesse dentro da sua visão de ave de rapina, vagabundo jovem e forte que confunde a ciência de todos os tempos ante a opção de ganhar dinheiro em dois minutos com os nervos à flor da pele e a saúde por um fio.

Funcionário não tem a chave do cofre, a explicação irrita um e satisfaz o outro. A sacola de supermercado leva o que pode e o que tempo deixa, o horário de almoço é incrível e absurdal na escolha para tal tipo de atividade, a vida ferve lá fora, homens e mulheres vão e vêm, e a correria diária pra ganhar dinheiro é uma prova de que ela não serve como ajuda pra não se perder dinheiro.

O nervosismo balança as armas de maneira aleatória e perigosa, numa operação desse tipo ninguém é de ninguém, a fúria pode estourar a qualquer momento, o bolso é o órgão mais importante do corpo humano,e por ele o homem arrisca a saúde inteira, de uma vez por todas e para sempre.

Um comanda o passo seguro e mais indicado no momento: vamos que os três minutos previstos já estouraram. Mas o segundo para e fica fascinado pela morena. Ela é mesmo feita pra derrubar qualquer um e transformar destinos que com ela cruzarem.

Como é seu nome, o telefone, você malha aonde, você é linda demais, você sabia, o bandido se perde em detalhes não previstos, acessórios que podem colocar o principal a perder, o sexo é um inferno, a líbido sempre trabalhando contra ou a favor, mas trabalhando, vamos embora o outro grita, não enche o saco o outro responde, ela tá dando mole pra mim, os dois estão frente a frente dentro da joalheria, olho no olho, armas na mão , o tempo esquenta, é merda certa no ventilador.

Algumas horas depois a morena dirá à polícia que nem sabe de onde tirou inspiração, mas repetiu tudo sem omitir vírgula alguma.

-Esperem! Vocês não vão brigar dentro da joalheria? Isso aqui não é um assalto? Calma, porra! Quer levar, leva, mas não torra minha paciência!

Os dois vazaram e entraram num carro que já esperava a dupla. A sirene vinha alta dobrando a esquina e foi por um triz...


O tesão é um perigo sempre à espreita...


Valeu!

Abraço!

Rony Lins

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