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terça-feira, 8 de maio de 2012

Mulheres


Dizem os jornais de hoje, 8.5.2012, que a cada duas horas, uma mulher é assassinada no País.  Reproduzo o texto do caderno Cidades do Estado de São Paulo:

"A cada duas horas uma mulher é morta no Brasil. Na maioria dos casos, o assassino é o namorado, marido ou ex-companheiro, que mata dentro de casa, após já ter cometido pelo menos um ato de agressão. Os dados constam do Mapa da Violência de 2012 - Homicídio de Mulheres - e mostram que em uma lista de 87 países, o Brasil é o sétimo que mais mata. Em 2010, foram 4.297 casos ou 4,4 assassinatos por 100 mil habitantes.

Na comparação por faixa populacional, o Espírito Santo é o primeiro do ranking. Com taxa de 9,4 mortes, representa o dobro da média brasileira e o triplo do índice de São Paulo, o penúltimo da lista. O Estado do Piauí é o menos violento, de acordo com o estudo elaborado pelo sociológo Julio Jacobo, com base nos dados do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde."

E conclui o sociológo:

"Entre os fatores que dificultam o relato dos casos está a proximidade com o agressor. As estatísticas mostram que, seja qual for a idade da mulher,  quem a agride mora em sua casa, ou faz parte de sua família. Até os 9 anos, ela é vítima dos pais de sangue ou criação. Quando se torna adulta, corre o risco de ser espancada pelo marido ou ex. E, já idosa, acaba maltratada pelos próprios filhos."


Ao ler uma notícia como essa fica difícil prosseguir escrevendo.

Sétimo país numa relação de 87 outros, que mais mata suas mulheres. E dentro deles, um Estado com nome de Espírito Santo é o mais violento e sanguinário. Pai Nosso que estáis nos Céus... É uma vergonha, uma ignomínia!

Mais do que caso de polícia o problema se encaixa na falta de educação e hombridade. A covardia  e a baixeza que alimentam os números dessa pesquisa  não cessarão com a reprimenda policial e judicial.

Só vai melhorar quando o ser humano entender que pode acabar um casamento ou uma relação sem que a sua honra esteja em jogo. O machão não deixa de ser machão porque perdeu a mulher. Em vez de matar a mãe dos seus filhos, teria que curar o porre e seguir a vida.

A serenidade e o bom senso  devem ser incutido nas crianças desde cedo. E isto se faz com educação.

Sem ela o caso acaba na polícia mesmo.

Valeu!

Abraço!

Rony Lins


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