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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Coincidências da História...


Existe aquela tese de que a história sempre se repete. Que o destino dos homens promete sempre um retorno à prática de determinados atos e à vivência de certas situações já conhecidas da humanidade. 

Agora mesmo, aqui no Brasil, e sem querer ser espírito de porco, acontecem certas coincidências com o lado mais quente da política nacional, se assim podemos chamar o noticiário que queima os dedos dos afoitos e intrépidos leitores dos jornais diários do País.


O senador Demóstenes Torres, pelo seu prenome ilustre, remete o leitor à antiga Grécia, lá pelos idos de 382-324 antes de Cristo, quando vivia um outro Demóstenes, orador e político brilhante, imbatível guerreiro na defesa dos interesses de Atenas, que já sofria o Assédio de Felipe II da Macedônia, pai de Alexandre o Grande, que tomou Atenas na batalha de Queroneia.

Conta-se que, muito jovem, Demóstenes, o grego, ficou embevecido ao assistir um orador, Calístrato, virar um julgamento considerado perdido, e tomou-se de paixão pela força da palavra, que no seu entender, tudo podia.

Alguma semelhança com o nosso Demóstenes, goiano, defensor dos fracos e inimigo dos malfeitores, orador de palavra incisiva e berrada, é mera coincidência mesmo, é arte do destino, é brincadeira da História.

Em 335 antes de Cristo, Demóstenes, o grego, foi preso e condenado, por aceitar suborno de um general de Felipe, da Macedônia. Posteriormente, conseguiu fugir e a vida  continuou.

Esse é o lado perverso da História e do destino do homem. A vida continua implacável e sempre volta por lugares já trilhados.

O nosso Demóstenes, sedutor pela palavra e crente que nela e por meio dela tudo podia, acabou se vendendo para um contraventor, e tornou-se seu assecla nos emaranhados ilegais engendrados pela quadrilha.

Havia planos para que se tornasse o Alcaide de Goiânia, quem sabe futuro governador de Goiás e depois...

As diferenças, in casu, é que o Demóstenes grego parecia bem mais competente e brilhante, como político, do que o nosso, comparando-se, os discursos e idéias que legou para a posteridade.

A coincidência, e a História volta novamente, é que ambos cederam à cupidez e ao suborno, tornaram-se capachos do inimigo, porque o vil metal falou mais alto, ainda que, no caso do grego, ele usasse o dinheiro para facilitar  sua fuga e garantir a liberdade.

A coincidência é que ambos tiveram o seu Felipe da Macedônia. O nosso Demóstenes goiano foi derrubado pelo mesmo Felipe, disfarçado de Operação Monte Carlo...


Valeu!

Abraço!

Rony Lins

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